sábado, 24 de abril de 2010

EDUCAÇÃO E VIOLÊNCIA: qual o papel da escola?


Nos últimos anos muito se tem falado de violência, até porque esta passou a fazer parte do nosso cotidiano, o que explica o interesse em discuti-la. Esta motivação é comprovada em pesquisa realizada recentemente pelos meios de comunicação, sobre os problemas que mais inquietam a população. A violência, entre outros, foi destacada por pessoas de diferentes camadas sociais, como um dos principais problemas, principalmente aquela que atinge a vida e a integridade física dos indivíduos.
Hoje, a violência está estampada nos grandes centros do nosso país e se apresenta de diferentes formas. Por isso, para Vera Telles (1996) é mais fácil se falar de violências no plural, ou seja, a violência urbana, a policial, a familiar e a escolar. Embora considerando que todas essas manifestações de violência estão imbricadas, vamos dar um maior destaque, neste texto, à violência escolar, sobretudo a que se manifesta de forma subjetiva nas relações sociais no interior da escola. Este problema tomou tamanhas proporções que está sendo visto como de âmbito mundial e também como uma questão de utilidade pública, pois sua manifestação se propaga em proporções semelhantes às das doenças infecciosas, uma vez que afeta as grandes metrópoles. A violência perpassa as diferentes relações sociais e aparece de forma explícita nos meios de comunicação de massa, principalmente na mídia televisiva. São vários os programas que enfatizam e reproduzem, com veemência, atos de violência e até de barbárie que acontecem freqüentemente nas sociedades em geral. Além disso, a televisão comumente apresenta programas com "brincadeiras" desrespeitosas em que os indivíduos são usados como objeto sarcástico. Até os programas infantis não fogem a essa conotação violenta.
E qual é o papel da educação e da escola nesse contexto? Se entendemos que a educação é um processo de construção coletiva, contínua e permanente de formação do indivíduo, que se dá na relação entre os indivíduos e entre estes e a natureza, a escola é, portanto, o local privilegiado dessa formação, porque trabalha com o conhecimento, com valores, atitudes e a formação de hábitos.
Dependendo da concepção e da direção que a escola venha assumir, esta poderá ser local de violação de direitos ou de respeito e de busca pela materialização dos direitos de todos os cidadãos, ou seja, de construção da cidadania.
Entendemos que um projeto de escola que busque a formação da cidadania, precisa ter como objetivos: tratar todos os indivíduos com dignidade, com respeito à divergência, valorizando o que cada um tem de bom; fazer com que a escola se torne mais atualizada para que os alunos gostem dela; trabalhar a problemática da violência e dos direitos humanos, a partir do processo de conscientização permanente, relacionanado esses conteúdos ao currículo escolar; incentivar comportamentos de trocas, de solidariedade e de diálogos. Assim, acreditamos, que esta deva ser a nossa utopia.

Aida Maria Monteiro Silva *

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Bullying em instituições militares


Um fato que o Brasil ainda não discutiu de forma séria é a prática institucionalizada de bullying em instituições militares. O problema não é privativo de nossas forças militares, mas uma prática mundial. Lá fora já começam a sugir condenações judiciais pesadas (indenizações) por conta de práticas de bullying contra ex-militares durante o período de trabalho militar. Infelizmente, a tendência é tentar se esconder a gravidade dos fatos em todos os países.
O Ministério Público Militar enviou nesta quinta-feira (28/ 01/2010) um ofício ao 1º Distrito Naval pedindo informações sobre o caso de um estudante de 15 anos que teria sido vítima de humilhações e maus tratos no Colégio Naval de Angra, no Sul Fluminense. O rapaz está internado na Unidade de Saúde Mental da Marinha, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, por suspeita de ter sofrido bullying. De acordo com a mãe da vítima, a ação teria partido de colegas e oficiais durante os treinamentos.

matéria na íntegra

* Nostalgia


"Amigos do colégio, pra sempre vou lembrar
Amigos do colégio com saudades vou ficar
Amigos do colégio era pura diversão
Amigos do colégio, naquele tempo eu era bom
Agora acabou, não tem mais com quem brincar
O colégio já passou e as saudades vão ficar
Amigos que se forão pra talvez não mais voltar"
Amigos Do Colégio (Fly a Kite)

sábado, 24 de outubro de 2009

“As crianças olham; as crianças fazem – influencie positivamente”

video

O ser humano é moldado pelo meio em que vive; e são nos primeiros anos de vida, ou seja, ao lado dos pais que a personalidade começa a ser moldada.O vídeo anexo foi um dos melhores já produzidos até hoje em termos de educação. Não a educação escolar,mas a educação intrínseca ao ser humano.

Qual é o seu exemplo?


A partir do dia 10 de outubro os alunos que cursam a 1ª, 2ª e 3ª séries da rede pública do DF poderão abordar a violência no ambiente escolar se inscrevendo no concurso de redação promovido pelo Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) com o tema: “Violência! O que você pensa disso?”. Dada a importância do concurso no desenvolvimento pedagógico do aluno e na reflexão do tema infelizmente tão comum nas escolas do país, o incentivo é fundamental, pois é mais ótima oportunidade de ajudar os alunos a adquirirem o hábito de escrever e refletir sobre temas atuais. As inscrições serão feitas pelo site www.sinprodf.org.br/concursoredacao, no período de 10 a 30 de outubro. Os alunos classificados serão informados em suas escolas e a premiação acontecerá no dia 12 de dezembro de 2009.

Regulamento do concurso de redação " Violência, o que você pensa disso?"

sábado, 3 de outubro de 2009

Cyberbullying


É a forma virtual de praticar Bullying. É uma modalidade que vem preocupando devido seu efeito multiplicador do sofrimento das vítimas. Na sua prática utilizam-se das modernas ferramentas da Internet e de outras tecnologias de informação. Passível de punição, de acordo com o Regimento Interno Escolar e com o Estatuto da Criança e do Adolescente. A vítima, juntamente com o seu responsável, deve procurar a Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos, caso não disponha dessa Delegacia em sua cidade, procure a Delegacia de Polícia ou a Promotoria da Infância e Juventude. Não existe uma legislação específica, mas isso não impede o desenvolvimento do trabalho da polícia. Cometer um crime na Internet é como cometer em qualquer outro lugar, aliás, é pior, porque na Web os criminosos sempre deixam resíduos traumáticos nas vítimas. Nos casos de delitos contra a honra, calúnia, difamação e injúria, (recordistas de ocorrência) a vítima deve imprimir as páginas ou e-mails onde foram publicadas as ofensas para servirem como provas na abertura do inquérito.

video


" Sofri pensando no sofrimento das crianças e adolescentes. É preciso que as escolas tenha consciência do "Bullying" e incluam nos seus projetos educacionais, a criação de um espaço de PAZ."

Rubem Alves